Reparação do salva-vidas «Patrão Macatrão»: “A embarcação não constitui uma prioridade imediata” – Ministro da Defesa Nacional

A 24 de agosto, num requerimento enviado ministro da Defesa Nacional, João Gonçalves Pereira, deputado do Grupo Parlamentar do CDS-PP, questionou qual o motivo do atraso na reparação da embarcação salva-vidas «Patrão Macatrão» de grande capacidade do porto da Figueira da Foz e se a Autoridade Marítima Nacional tem condições de assumir o custo da reparação.
João Gonçalves Pereira questionou depois o ministro sobre quais eram as alternativas existentes no porto da Figueira da Foz se for necessário um salvamento de longa distância, e por fim quando previa a tutela que a embarcação esteja de novo operacional.

“Não existe qualquer atraso (na reparação)”

Em resposta, datada de 23 de setembro, o gabinete do ministro da Defesa Nacional confirma que a embarcação se encontra imobilizada desde dezembro de 2019 (embate com objecto sumerso) mas que “não existe qualquer atraso" (na reparação), explicando que em março, após reunião presencial com os operadores da Estação Salva-vidas da Figueira da Foz, “foi identificado um conjunto suplementar de necessidades o que levou à afinação da lista” de trabalhos a realizar.

Cerca de 145 mil euros de reparação

Entre maio e junho, lê-se no documento a que o Figueira na Hora teve acesso, “foram efectuados contatos exploratórios com o mercado para se obter uma estimativa de custos, finalizar a lista e priorizar os trabalhos. Em agosto foram obtidos diferentes orçamentos tendo sido publicado o concurso público, em Diário da República no dia 1 de Setembro, com um prazo de execução dos trabalhos até ao fim do ano”.
Os custos rondam os 145 mil euros no total, suportados pelas verbas próprias da Direcção Geral da Autoridade Marítima.

“A embarcação não constitui uma prioridade imediata”

Tendo em conta que:
• “O histórico do funcionamento da embarcação «Macatrão, nos mais de 20 anos de operação, apenas apresenta uma média de seis horas de funcionamento mensais;
• A existência, na Estação Salva-Vidas da Figueira da Foz, de uma semirrígida de média capacidade, mais rápida, mais flexível e com maior autonomia, sendo o meio mais utilizado pela Estação (nos últimos seis anos tem um empenhamento duas vezes superior ao da «Macatrão»;
• O apoio mútuo entre estações salva-vidas, e entre esta e a Polícia Marítima cujos meios são também empregues em acções de socorro e salvamento que no caso em concreto se traduz pela existência de uma embarcação salva-vidas (idêntica à «Macatrão») no porto de Aveiro bem como embarcações semirrígidas da Polícia Marítima nos mesmos locais;
• A Autoridade Marítima Local integra o Serviço Nacional de Busca e Salvamento Marítimo, para o qual contribuem os navios da Marinha”;

O documento garante que “a embarcação não constitui uma prioridade imediata, nem tão-pouco se considerou necessária à sua substituição temporária por outro meio congénere (de outra Estação)”.

Salvamento de longa distância

Em caso de salvamento de longa distância, accionam-se os meios oceânicos da Marinha e, em complemento, meios da Força Aérea, através do Serviço de Busca e Salvamento Aéreo.
Segundo se lê na resposta do ministro, o emprego de meios náuticos a distâncias da costa superiores a 50 milhas, excepto em cenário de boas condições de mar, “é normalmente feito em complemento dos meios oceânicos da Marinha”.
“A autonomia das embarcações salva-vidas é relativamente limitada (no caso da Unidade Auxiliar de Marinha «Patrão Macatrão», de 150 milhas náuticas significa poder deslocar-se a uma distância máxima de 75 milhas, sem qualquer possibilidade de conduzir acção no local. A permanência no local da acção traduz-se em tempo e consumo de combustível, o que reduz o alcance máximo a que a embarcação pode operar”.
No caso concreto da Estação Salva-vidas da Figueira da Foz, “além da embarcação «Macatrão» existe uma semirrígida de média capacidade cuja autonomia é superior à daquela embarcação salva-vidas e dispõe de maior velocidade e de melhor manobralidade o que permite maior agilidade e flexibilidade de emprego”.
Desta forma, a resposta ministerial salienta que “considera-se assim que está assegurada a capacidade de salvamento e socorro a partir da Estação Salva-vidas da Figueira da Foz”.
Foto: DR

COMENTÁRIOS

ou registe-se gratuitamente para comentar.
Critérios de publicação
Caracteres restantes: 500

mais

QUEM SOMOS

O «Figueira Na Hora» é um órgão de comunicação social devidamente registado na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Encontra-se em pleno funcionamento desde abril de 2013, tendo como ponto fulcral da sua actividade as plataformas digitais e redes sociais na Internet.

CONTACTOS

967 249 166 (redacção)

geral@figueiranahora.com

design by ID PORTUGAL