Coimbra, Bragança e Viseu estão entre os distritos portugueses com maior aceitação de projetos de energia renovável nos respetivos concelhos, segundo o estudo «Energias Renováveis – Perceção e Atitudes dos Portugueses», desenvolvido pela Marktest para a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis.
De acordo com o estudo, Bragança lidera os níveis de aceitação local, com 81% dos inquiridos a demonstrarem apoio à implementação de projetos renováveis no seu concelho de residência. Seguem-se Coimbra e Viseu, ambos com 80%, Portalegre com 79%, Porto com 77% e Beja com 76%.
Os resultados demonstram uma forte abertura à transição energética em diferentes regiões do país, incluindo territórios onde as energias renováveis já têm presença significativa, bem como regiões que deverão receber novos investimentos nos próximos anos.
Ranking dos distritos com maior aceitação de projetos renováveis no concelho de residência:
Bragança – 81%
Coimbra – 80%
Viseu – 80%
Portalegre – 79%
Porto – 77%
Beja – 76%
Braga – 75%
Setúbal – 74%
Lisboa – 74%
Leiria – 72%
O estudo revela ainda que existe um consenso alargado em torno da importância das energias renováveis para o futuro energético do país, com 91% dos portugueses a defenderem uma maior aposta em energias renováveis em detrimento dos combustíveis fósseis e 90% a considerarem que Portugal deve dar prioridade à instalação de novos projetos renováveis.
Para os portugueses, os principais benefícios associados às energias renováveis passam pela redução do custo da eletricidade e pelo contributo para o combate às alterações climáticas, ambos identificados por 66% dos inquiridos como impactos muito relevantes.
Sobre o estudo:
O estudo «Energias Renováveis – Perceção e Atitudes dos Portugueses» foi promovido pela APREN e realizado pela Marktest entre 18 de março e 15 de abril de 2026. O universo em estudo corresponde a indivíduos entre os 15 e os 64 anos residentes em Portugal Continental.
A amostra total foi constituída por 1.999 entrevistas, representativas da população portuguesa em termos de género, idade e distribuição geográfica. A recolha de informação foi realizada através dos sistemas CAWI e CATI. A margem de erro máxima é de ±2,19 pontos percentuais, para um intervalo de confiança de 95%.
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