APNEIA é uma exposição de pintura de Tomás Caleia Azul, aluno do terceiro ano do curso de Artes Plásticas - Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Este projeto foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular «Pintura em Exposição», sob a coordenação do professor Domingos Loureiro.
APNEIA encontra-se em exibição na Estação de Metro Heroísmo de 9 de novembro a 9 de abril de 2025. Todas as obras em exibição são impressões dos originais do artista, em diferentes escalas, sendo que a curadoria foi realizada pelo próprio.
A exposição, podendo ser entendida como uma retrospetiva, não apresenta uma abordagem cronológica. As obras estão dispostas consoante um fluxo narrativo implícito no próprio espaço e título da exposição, aberto a uma multiplicidade de interpretações.
APNEIA reflete uma abordagem pictórica que relaciona a Água com a atualidade. A exposição e a sua temática desenvolvem-se a partir das possibilidades espaciais, temporais e simbólicas do Metro do Heroísmo, procurando envolver o público num ambiente imersivo. Ao utilizar a metáfora da água, o artista evoca não apenas a sua essência física, mas também os significados simbólicos de renovação e fluidez, relacionando-os com o contexto do metro e da própria zona do Heroísmo. Assim, como o corpo humano para se mover dentro de água tem de recorrer a apneias, enquanto nada ou mergulha, também o corpo humano para se mover numa cidade tem de recorrer, frequentemente, a situações de "imersão" (metro) interpretadas, figurativamente, como “apneias".
APNEIA assenta metaforicamente no conceito de rio - a entrada exterior do metro deve ser interpretada como a nascente de um percurso artístico, que termina nos cais de embarque, a sua foz, de forma a guiar os observadores por um percurso evolutivo do artista, integrando deste modo o público na narrativa criativa.
Por outro lado, a exposição poderá também ser entendida em contra-fluxo, por aqueles que chegam ao Heroísmo no sentido metro-superfície, promovendo uma multiplicidade de experiências e interpretações. Esta viagem, que introduz a água no seu estado mais puro e natural, vai-se desenvolvendo pela sua manifestação urbana e dinâmica, convidando os espectadores a refletirem sobre a sua própria jornada e transformação.
Ao explorar os quatro pisos subterrâneos de uma das estações de metro mais profundas da rede de metro do Porto, o ciclo da água criado pelo artista entrelaça-se com os movimentos líquidos cíclicos e as noções de transição e dinâmica do transporte público. Esta interconexão entre o tema da água e a funcionalidade do metro, oferece uma perspectiva única sobre a relação entre natureza e tecnologia, e de como ambas influenciam o nosso quotidiano.
A liberdade de movimento plástico e conceitual e a diversidade da expressão artística, estão também relacionadas com a riqueza histórica e cultural da zona envolvente. Ao relacionar a libertação da água nas suas mais variadas vertentes com a história do Heroísmo, o artista ressalva uma camada adicional de significado, destacando os valores de coragem e resistência histórico-sociais associados às forças liberais naquele local durante o cerco do Porto, em 1833.
O projeto resulta de uma parceria com a Junta de Freguesia do Bonfim e a empresa Metro do Porto.
Alguma da arte de Tomás Caleia Azul pode ser apreciada aqui.
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