NOVO CANDIDATO, NOVA ESPERANÇA!

É já amanhã que têm lugar as eleições para o PSD local. Muito se especulou nestes últimos tempos acerca da minha eventual candidatura a esse cargo. Apesar de simpatizante desde a sua fundação, apenas sou militante do partido há 4 anos, altura em que fui candidato à Junta de Freguesia de Buarcos e S. Julião. Não tenho, nem nunca tive aspirações a dirigente partidário, centrando-se as minhas motivações políticas em prol da defesa dos interesses da nossa terra.
Actualmente, a minha actividade como vereador na oposição preenche-me politicamente (e de que maneira!), obrigando-me à preparação de reuniões camarárias numa cadência contínua e sucessiva de 15 em 15 dias, pois que o meu ganha-pão advém da minha profissão que a exerço, ininterruptamente, há quase trinta anos.
E é aqui que reside o cerne da questão: mesmo com o crescente e acentuado afastamento da sociedade civil dos partidos, continua a existir um pequeno segmento de militantes activos que não dependem da política, os quais, apesar de possuírem algumas ligações ao meio associativo e à comunidade local, dificilmente conseguem as condições de tempo e experiência para disputarem guerras partidárias internas que permitam vencer os aparelhos instalados e, se por acaso, alguma vez alcançassem o poder, sempre seria de forma fugaz, porquanto não possuem a capacidade de o conservar, devido precisamente ao facto de não dependerem da política para viver e de terem que manter formas de rendimento e actividade profissional fora daquele contexto.
Tais factos levam que os partidos políticos sejam controlados, desde há muito, por quem detém um largo percurso de militância, regra geral, antigos jotas (veja-se o caso do PSD que teve nestes últimos dez anos como presidentes, Miguel Almeida e Manuel Domingues), detentores dum lastro político susceptível de exercer o cacique necessário para serem bem sucedidos nesse tipo de eleições, de universo muito restrito e específico.
Uma vez mais, em relação ao PSD, a futura presidência passa por um ex-jota, Ricardo Silva, o qual, mau grado o facto de ter contribuído para a derrota local do partido em 2009, ao apoiar publicamente o actual presidente da Câmara Municipal socialista (ao ponto de se ter desfiliado do partido para evitar a expulsão), hoje em dia, vá-se lá saber com que apoios… controla o aparelho. Até os seus mais fervorosos críticos internos, fortemente prejudicados com a perda do Município para o partido rival, rendem-se, agora, às evidências e, ordeiramente, apoiam e integram aquela candidatura única.
Apesar das nossas divergências, saúdo o seu regresso. Sei do que falo. Foi meu director de campanha e é, presentemente, meu colega de bancada na vereação. Demarca-se vincadamente do estilo da actual e cessante direcção partidária, por ser combativo e interventivo. Espero que ao contrário do seu antecessor não receie abrir o partido à comunidade, aspecto vital para a sua desejável regeneração e credibilização.

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