PSD com dúvidas na possível instalação do ALDI nas Abadias

Miguel Babo, Ricardo Silva e Carlos Tenreiro, vereadores eleitos pelo PSD

Na reunião de Câmara de ontem o vereador Carlos Tenreiro questionou o presidente da Câmara acerca do número de pedidos, entretanto, apresentados, para novos supermercados na cidade, tendo sido respondido que se encontram formalizados dois pedidos: um ALDI a implantar nas Abadias, a poente do antigo quartel (actual esquadra da PSP) e junto aquele corredor verde virado para a Quinta de Stª Catarina/Ciclo Preparatório.
A bancada do PSD irá indagar “de que forma pode um supermercado localizar-se numa área que deveria estar, supostamente, classificada como zona verde no Plano Director Municipal. O outro empreendimento é um Continente a situar-se junto ao AKI, adiante nota de imprensa dos vereadores eleitos pelo PSD.

No decurso desta reunião, o vereador Miguel Babo, em virtude da realização da Bolsa de Turismo de Lisboa, questionou o presidente sobre o facto do “Turismo Centro de Portugal não mencionar, praticamente, a Figueira da Foz nas suas campanhas promocionais”.
“O edil reconheceu o facto e refere que está mais em articulação com a CIM, não compreendendo o vereador do PSD a referida falta de relacionamento e de que forma a entidade intermunicipal, por manifesta falta de vocação para o efeito, pode vir substituir a acção promocional turística que é um atributo específico daquele órgão do turismo”, lê-se no documento social-democrata.

A propósito da obra do areal “encontrar-se recepcionada apesar de continuar a evidenciar múltiplos defeitos”, uma dúvida colocada pelo vereador Ricardo Silva, “o presidente confirmou a recepção definitiva da obra, a qual, continua com defeitos, apesar dos consequentes ajustes directos (a obra no valor inicial de 1.987.625,88€ já vai em 2.227.514,57€)”.
O vereador alertou ainda para o facto das valas “não estarem a funcionar convenientemente”, temendo “consequências nefastas com a intensificação das chuvas”, adiantando que “brevemente serão enunciados todos os defeitos que a obra padece actualmente”.

Carlos Tenreiro lamentou e indagou acerca do “abate de um largo número” de árvores amoreiras junto ao quartel da GNR, “as quais ali se encontravam há mais de 60 anos, em bom estado de saúde, de folha bonita e que davam fruto”. Esclareceu o vereador Carlos Monteiro que tal facto ficou a dever-se a uma intervenção no referido passeio.
O vereador Carlos Tenreiro propôs - e foi aceite - que “doravante qualquer abate de árvores deve ser previamente comunicado em reunião de CMFF acompanhado de relatório técnico que justifique o referido abate, à excepção de situações de emergência”.
Foi ainda referido “o facto de permanecer, inexplicavelmente, por toda a cidade, uma quantidade de cepos na via pública, resultantes de árvores abatidas”.

Ainda segundo a nota de imprensa dos vereadores do PSD, “o vereador Carlos Tenreiro, ao questionar o facto dos fontenários não se encontrarem em funcionamento, recebeu, incrédulo, a resposta do presidente que tal facto se fica a dever por os mesmos não fazerem parte do âmbito da concessão dos serviços das águas”.
O vereador manifestou o seu protesto por não concordar que os fontenários se encontrem fechados e não cumpram o seu objectivo: fornecer água à população, conforme uma tradição secular da cidade e do concelho e assente no princípio que a água é um bem de todos.
A próxima reunião de camara será aberta ao público e terá lugar no próximo dia 19 de março.

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