

De 4 de junho a 30 de agosto, de terça a sexta-feiras, a partir das 15h30, os cantos e recantos do Coliseu Figueirense estarão abertos a visitas guiadas. As explicações são multilingue: português, inglês, francês e castelhano (espanhol).
O passeio pela história e pelas estórias do redondel figueirense – durante sensivelmente 90 minutos e a um custo de 2 euros para maiores de 12 anos – estará a cargo da Pó de Saber – Cultura e Património, numa estreia ligação tripartida que envolve ainda as administrações da Companhia do Coliseu Figueirense e Sociedade Figueira Praia. Esta iniciativa agora apresentada surge no seguimento das visitas guiadas e comentadas ao Palácio Sotto Mayor, iniciadas o ano passado e que este ano voltam a acontecer.
Segundo adianta Frederica Jordão, o visitante poderá apreciar não só “o espaço sagrado da arena figueirense”, mas também os curros, capela, cavalariças, centenários corredores e camarotes. Nesta viagem pela história e estórias fala-se obrigatoriamente da afición tauromáquica, passando em revista os grandes cartéis, os grandes nomes do toureio, os cavaleiros e as «sortes» que os tornaram famosos, os forcados, as lides e bandarilhas, os touros.
Mas também os motivos por que a Figueira da Foz tem uma praça de touros e as suas origens, intimamente relacionadas com o desenvolvimento turístico do então Bairro de Santa Catarina. Recorda-se, por outro lado, as muitas e variadas iniciativas que têm vindo a marcar gerações após gerações. Como os concertos musicais, Queima das Fitas e a Festa da Sardinha que este ano regressa.
Resumidamente, “o Coliseu Figueirense é muito mais do que tauromaquia. É um espaço de identidade e vivências próprias da cultura e tradição da cidade. É preciso dar a conhecer toda esta dimensão aos figueirenses e a quem nos visita”, afirma Frederica Jordão, a responsável pelas visitas desta praça de touros com mais de 125 anos.
Um museu à tauromaquia
“O fluxo de turismo tem vindo a aumentar e com ele uma maior aproximação ao Coliseu Figueirense. De abril a setembro, temos vindo a abrir as portas no sentido de mostrar este importante edifício, esta parte da história local”, salienta Miguel Amaral.
E neste particular, refere o director da Companhia do Coliseu Figueirense, deixa uma crítica: “temos também notado que as pessoas, o turista, deambula pelas nossas ruas. Há falta de um roteiro turístico”, pelo que estas visitas que agora se inauguram podem ser o embrião de algo mais consistente.
Miguel Amaral, ciente da polivalência de todo o espaço, recorda ter publicamente apresentado, há uns três anos, um projecto (ver aqui), uma intenção de dotar o Coliseu de uma cobertura amovível que permitisse a utilização durante todo o ano e afirma que “a cobertura traria um outro encanto ao Coliseu e faz todo o sentido”.
O administrador do Coliseu acredita que com o actual presidente de Câmara – “uma pessoa sensível para as questões que dizem respeito à Figueira da Foz” - o processo possa passar do papel à realidade através de uma candidatura conjunta.
O responsável pela arena figueirense deixa ainda uma novidade: a instalação, nos próximos 2/3 anos, de um museu dedicado à tauromaquia onde figurem, por exemplo, os cartazes e documentos bem preservados e diversas peças que fazem parte deste universo.
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