Os termómetros na região de Figueira da Foz preparam-se para uma subida drástica nos próximos dias. De acordo com as previsões meteorológicas mais recentes, a estabilidade climática desta quarta-feira, dia 10, que regista uma máxima confortável de 25°C, dará lugar a um aumento acentuado das temperaturas, motivando já a emissão de avisos amarelos por parte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O pico do calor está previsto para sexta-feira, dia 12, em que a máxima deverá atingir os 34°C. O aquecimento começa a fazer-se sentir de forma notória já nesta quinta-feira, dia 11, com os termómetros a saltarem para os 32°C. Paralelamente, as temperaturas mínimas vão registar uma subida progressiva e significativa, passando dos atuais 12°C para 18°C na sexta-feira.
A partir de quinta-feira e até sábado, vigora o Aviso Amarelo, um indicador que serve de alerta para os cidadãos tomarem precauções face à persistência de valores elevados da temperatura máxima.
Mudança de cenário no fim de semana
Embora o calor extremo se mantenha no sábado, dia 13, com uma máxima prevista de 33°C, o cenário meteorológico começará a registar uma transição. O vento, que soprará predominantemente de Norte (N) e de Leste (E) durante os dias mais quentes, rodará para Oeste (O) no domingo, dia 14.
Esta rotação do vento trará também alguma instabilidade e nebulosidade à região costeira. O risco de precipitação, que se mantém nulo (0%) até sexta-feira, sobe para 16% no sábado e 18% no domingo. Apesar da aproximação desta ligeira instabilidade, o domingo continuará quente, fechando a semana com uma máxima fixada nos 31°C e uma mínima de 16°C.
As autoridades recomendam especial atenção aos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, reforçando a importância da hidratação constante e de evitar a exposição solar direta nas horas de maior calor.
Segundo explica o IPMA, o estado do tempo nos próximos dias é condicionado por um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, a estender-se em crista até França, e por um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica.
A ação conjunta destes dois centros de ação origina o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica, responsável pelo aumento acentuado dos valores de temperatura.
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