A Universidade de Coimbra (UC) inaugurou na passada quarta-feira as residências universitárias dos Combatentes e da Alegria – que, após profundas obras de requalificação, vão aumentar em 132 camas a oferta de alojamento da instituição. As cerimónias de inauguração das duas residências contaram com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
Ambos os edifícios foram alvo de extensos trabalhos de requalificação, para melhoria das condições espaciais e do conforto ambiental. "Estas duas reabilitações vão aumentar a nossa oferta de camas de forma substancial, algo muito importante num momento em que a habitação é um dos travões da vinda de estudantes deslocados", afirmou o reitor da UC, Amílcar Falcão.
No caso da Residência dos Combatentes, um edifício de seis pisos no n.º 44 da Rua dos Combatentes, a empreitada visou essencialmente a reabilitação da cobertura, a renovação e alargamento de cozinhas e balneários/instalações sanitárias e a criação de novos espaços (sala de estudo, lavandaria e salas em pisos que não tinham espaços comuns). Reabre com 90 camas, após um investimento de cerca de 1,75 milhões de euros (com 1.044.630,00€ de financiamento do Plano de Resolução e Resiliência).
Por seu lado, a Residência da Alegria, fundada em 1948 no centro histórico da cidade (Rua da Alegria, n. º4), é a mais antiga residência universitária de Coimbra – e, provavelmente, do país. O edifício, que foi casa de milhares de estudantes – entre eles, Fernando Alexandre, quando cursava Economia na UC –, reabre com 42 camas, após um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros (com 487.491,90€ de financiamento do Plano de Resolução e Resiliência). A empreitada visou, entre outros melhoramentos, a duplicação do número de casas de banho, a criação de mais uma cozinha e de uma lavandaria e a substituição de todas as caixilharias e do revestimento da cobertura.
"O investimento nas residências e na ação social é fundamental para ultrapassar um dos principais obstáculos ao acesso ao ensino superior. Estas infraestruturas são essenciais para o sucesso e para o bem-estar dos estudantes", referiu o ministro da Educação, Ciência e Inovação, sublinhando que a vida de todos os que passaram pela Residência da Alegria "teria sido diferente se não tivessem tido a oportunidade de vir para Coimbra, frequentar o curso e contar com os apoios de ação social".
“No próximo ano letivo vamos ter mais 11 mil camas em todo o país, em residências que devem ser espaços de integração, de bem-estar e de promoção do sucesso académico”, adiantou o governante.
“A inauguração da reabilitação da Residência da Alegria foi uma oportunidade para recuperar memórias, reencontrar amigos e conhecer muitos «Alegres», que vieram de muitos pontos do país. O sentimento de fraternidade que se sentiu ontem na Alegria resulta de termos muito em comum: famílias que acreditaram na educação para melhorar a vida dos filhos; pessoas que vieram de zonas rurais para uma cidade desconhecida; pessoas que trabalharam sempre muito para cumprir as esperanças que os pais depositaram neles; estudantes que devem à ação social o acesso ao ensino superior. Cada um seguiu o seu caminho. Uns são médicos, outros juízes, muitos juristas, engenheiros, economistas e professores. Mas todos partilhamos um ponto de partida similar e o esforço que todo o processo de mudança social traz, a começar pelos rituais da vida em sociedade. A Residência da Alegria foi a casa comum onde ontem, graças ao grande Rui Dias, nos voltamos a encontrar” – Ministro Fernando Alexandre.
As residências universitárias dos Combatentes e da Alegria integram o lote de cinco que a Universidade de Coimbra está a construir e/ou reabilitar com o apoio do Plano de Recuperação e Residência, num investimento global de 22 milhões de euros, que permitirá aumentar a capacidade instalada para cerca de 1500 camas. As restantes – António José de Almeida (202 camas), Camões (156) e Monumentais (41) – também deverão ser inauguradas nos próximos meses.
@UC | Hugo Faria]
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