“Os bombeiros são a espinha dorsal da proteção civil” – diz MAI Luís Neves

Foi na presença do Ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, e do presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, que esta tarde se inaugurou o monumento de homenagem aos Bombeiros, situado na Rotunda dos Bombeiros (Foto-reportagem aqui).

O ato, para o comandante dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, Nuno Pinto, representa “o legado que os bombeiros têm na Figueira da Foz. Demonstra aquilo que é a entrega e aquilo que é a demonstração de segurança dos nossos bombeiros para os figueirenses e para quem nos visita (…). Nós, bombeiros, temos esta função: de criar segurança, manter a segurança e, claro, no momento de necessidade, socorrer quem de nós precisar”.
Dirigindo-se aos dois corpos de bombeiros do concelho, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Lídio Lopes, considerou que a homenagem “é para vos sublinhar, a letra de ouro, o quanto vos consideramos imprescindíveis, indispensáveis, essenciais para a segurança os figueirenses, dos seus bens, de todos os que nos visitam e de todos em Portugal, a quem acudimos quando necessário e tantas vezes tem sido necessário".
Em jeito de resposta, o presidente da Câmara Municipal, referindo-se concretamente a Lídio Lopes, referiu que “há vinte e tal anos que lido com os sonhos dele e procuro ir contribuindo, na medida do possível. Mas quero dizer a todas e a todos, este é naturalmente um tributo de gratidão aos bombeiros da Figueira da Foz. O Lídio Lopes estendeu o tributo às famílias, aos que já cá não estão, mas permita-me também dizer de alguma maneira que este monumento, sendo um tributo aos bombeiros da Figueira da Foz, pretende que todos os soldados da paz, quando aqui passam, ou mesmo não passando, sabendo da sua existência se sintam também homenageados. É cada vez mais importante o papel de quem trata da nossa segurança, da nossa e dos nossos”.
Olhando para o concelho a que presidente, Pedro Santana Lopes aproveitou a presença do MAI para explicar que “estamos a desbravar caminhos, a reforçar meios, em colaboração com a Comunidade Intermunicipal, com as várias forças da Proteção Civil. Temos a noção perfeita de que isto é um trabalho de todos os dias, de manhã à noite, num concelho que tem cerca de 380 km² de área”.
Agradecendo a intervenção direta do vereador Manuel Domingues, o edil recordou os presentes que “o monumento esteve para ficar pronto e ia ficar pronto pouco antes de outubro passado. Mas em outubro passado houve eleições autárquicas e com franqueza, preferimos adiar para esta altura em que não há eleições no horizonte, para que não haja nenhuma dúvida sobre o que se pretende, a todos unir e a todos homenagear”.
Santana Lopes, a terminar, referiu ainda que “para além da revolução tecnológica, há uma alteração significativa no conteúdo das pirâmides remuneratórias. Cada vez mais, muitas vezes, profissões chamadas não especializadas, ou aqueles que são técnicos da segurança, numa área que é obviamente fundamental para nós, merecem ser olhados na hierarquia social de outro modo. Quero fazer uma referência aos Sapadores Florestais que nos batem à porta dia após dia, a pedir que seja feita justiça”.

“PORTUGAL NÃO É LISBOA. PORTUGAL É UM TODO”

“Eu, enquanto pessoa, enquanto ser humano, enquanto servidor público e agora, de passagem, enquanto ministro, sinto-me profundamente honrado e grato por estar aqui presente neste momento”, começou por dizer Luís Neves. E abrindo um parêntesis, o governante salientou que “conheço o dr. Pedro Santana Lopes há muitos anos. É um homem profundamente humanista, virado para as pessoas e, sobretudo, uma pessoa diferente, porque tendo espaço público e intervém muitas vezes, nós nunca o ouvimos ter uma crítica agressiva”.
O ministro recordou que “assumi funções vai fazer dentro de dois dias 3 meses e neste período decidimos visitar todos os distritos. Para ouvir, para escutar os nossos bombeiros. Têm-me dito, pessoas com lágrimas nos olhos, que tal nunca tinha acontecido”. Revelou Luís Neves que “nós iremos tomar decisões a partir do próximo outono relativamente àquilo que é a espinha dorsal da proteção civil e gostaria de me dirigir a todos vós, mulheres e homens que servem nas duas estruturas que aqui estão presentes de bombeiros, dizendo que estamos profundamente gratos e reconhecidos pelo trabalho que fazem todos os dias, quase sempre de uma forma absolutamente silenciosa, sem saberem se é o A ou se é o B”.
Nesta linha, anunciou ainda que “nós, na próxima segunda-feira, teremos mais uma reunião com a Administração Pública, portanto, Ministério das Finanças, onde iremos olhar para os estatutos daquilo que é a área dos bombeiros. Escutámos dezenas de pessoas, presidentes de câmara, vereadores, presidentes da Associação Humanitária dos Bombeiros, bombeiros sapadores, bombeiros municipais, comandantes de bombeiros, presidentes de federações e fiquem sabendo que mesmo na última reunião, houve sempre questões novas que nos foram colocadas. Questões que nunca ninguém pensou, mas que são necessárias serem resolvidas”, reforçando a ideia de que “os bombeiros que são a espinha dorsal da proteção civil”.
A terminar, Luís Neves sublinhou que “Portugal não é Lisboa. Portugal é um todo. Eu sou beirão, eu vivi em Angola até criança, até aos 10 anos, fui viver para o Fundão, para a Beira Baixa, sei o que é o interior do país, sei o quão necessário é investir em segurança, em resiliência, é também uma missão da Proteção Civil e da segurança interna".

Texto e fotos: Jorge Lemos

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