A Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego realizou, no dia 16 de outubro, as I Jornadas do Serviço de Nutrição, no Auditório do Hospital da Figueira da Foz. Sob o mote «Inovar hoje – Nutrir amanhã!», a iniciativa assinalou o Dia Mundial da Alimentação, reunindo profissionais de saúde, representantes da academia, da produção alimentar, da indústria e das autarquias.
O encontro ficou também marcado pela apresentação das obras de remodelação e ampliação do Serviço de Nutrição e de modernização da cozinha hospitalar, num investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O investimento abrange as infraestruturas e os equipamentos da cozinha, bem como a aquisição de novos carros com tecnologia destinada à distribuição de refeições aos utentes internados, reforçando as condições de qualidade e segurança da alimentação hospitalar.
«A alimentação não é um elemento acessório da prestação de cuidados de saúde. É parte integrante desses cuidados», frisou Paulo Mendes, responsável do Serviço de Nutrição da ULS do Baixo Mondego.
Sublinhou ainda que esta área acompanha todo o ciclo de vida e tem impacto na promoção da saúde, na prevenção da doença, no tratamento, na recuperação e na qualidade de vida dos utentes.
Para o responsável, a modernização do serviço representa um investimento «na qualidade, na segurança e na dignidade dos cuidados que prestamos aos nossos utentes».
A sessão de abertura contou com a participação da presidente do conselho de administração da ULS do Baixo Mondego, Ana Raquel Santos, da bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa, e do responsável do Serviço de Nutrição, Paulo Mendes.
No primeiro painel, moderado pela médica pediatra Lourdes Mota, a bastonária destacou a necessidade de eliminar barreiras económicas e sociais que condicionam as escolhas alimentares e de promover um acesso mais equitativo a uma alimentação adequada. Hugo de Sousa Lopes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, abordou a relação entre emergência alimentar, pobreza e inclusão social.
Durante a manhã, foi apresentado o livro «Saber Nutrir – Conhecimento que Alimenta a Saúde», da autoria do Serviço de Nutrição da ULS do Baixo Mondego, com prefácio de Manuel Teixeira Veríssimo.
A inovação alimentar e as novas fontes de proteína estiveram em debate num painel moderado por Ernesto Morgado. As intervenções de Marta Henriques, da Escola Superior Agrária de Coimbra, Diana Valente, da Associação de Jovens Agricultores de Portugal, e Inês Oliveira, da ALGAplus, reuniram as perspetivas da academia, da produção e da indústria.
O painel «Territórios inteligentes: o papel das comunidades locais», moderado por Adriana Gaspar da
Rocha, diretora do Serviço de Saúde Pública da ULS do Baixo Mondego, reuniu contributos dos municípios de Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz.
As primeiras jornadas reforçaram a articulação entre saúde, alimentação e território, associando a partilha de conhecimento à apresentação de melhorias nas condições de preparação e distribuição das refeições hospitalares.
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