A Hennig assinou hoje um contrato de investimento com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) para uma nova unidade industrial na Figueira da Foz, um investimento que ascende a 51 milhões de euros e que vai criar mais de 450 postos de trabalho. O ato simbólico de lançamento da primeira pedra e a assinatura do contrato de investimento entre a AICEP foi representado pela sua administradora executiva, Philomène Dias, e a Hennig, representada pelo CEO do Grupo Goellner Inc., Dietmar Goellner.
O apoio financeiro do Estado português ao projeto ascende a cerca de 7,7 milhões de euros, sendo atribuído pela AICEP ao abrigo do Regime Contratual de Investimento.
De acordo com os dados, a nova unidade a instalar na Zona Industrial do Pincho será dedicada à divisão Power Protection da empresa, especializada em soluções que asseguram a continuidade do fornecimento de energia em infraestruturas críticas, como Data Centres, hospitais e edifícios públicos.
Esta é a primeira fábrica da Hennig na Europa dedicada à produção deste tipo de equipamentos de grande dimensão, trabalhando com parceiros internacionais de referência, como a Rolls-Royce e a Caterpillar.
O projeto da empresa, que tem sede nos Estados Unidos, "prevê a criação de 452 postos de trabalho e reforça o posicionamento de Portugal como plataforma europeia para soluções energéticas destinadas a infraestruturas críticas e Data Centres", refere a AICEP, em comunicado.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, acompanhado pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, pelo presidente do município da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, e responsáveis das empresas promotora e construtora, participou na sessão de lançamento da primeira pedra da nova fábrica, que deverá estar concluída em 2027.
Os mesmos intervenientes integraram ainda numa espécie de tradição da empresa construtora - posando para a fotografia cada um com a sua pá que enterraram na terra.
O bloco de betão onde políticos e empresários colocaram terra levou ainda, no seu interior, pela mão de Luís Montenegro, uma cápsula do tempo (entre outros objetos, com vários jornais, plantas do empreendimento, fotografias «polaroid captadas hoje e dois cachecóis - um do FC Porto, clube dos projetistas e outro do Moreirense), agremiação de Moreira de Cónegos, terra natal do administrador da construtora, Miguel Garcia.
Foto: DR
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