Pedro Santana Lopes apela aos novos dirigentes municipais para que «vistam a camisola» da Câmara da Figueira da Foz

Presidente da Câmara destacou a importância do serviço público, do compromisso com a comunidade e do espírito de equipa, numa cerimónia que assinalou a tomada de posse de 30 dirigentes municipais.
Anunciou também novas fases de reorganização dos serviços, incluindo a criação da Polícia Municipal e a disponibilização de novos espaços de trabalho e convívio.

O Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho acolheu, ao final da manhã de hoje, a cerimónia de assinatura dos termos de aceitação dos lugares de dirigente, que formalizou a tomada de posse de cinco diretoras de departamento, 17 chefes de divisão e oito chefes de serviço da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
A sessão foi presidida pelo presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, que esteve acompanhado pelos vereadores do executivo, Olga Brás, Cláudia Rocha, Ricardo Silva e João Martins.
Na sua intervenção, o autarca deixou uma mensagem centrada na responsabilidade de quem exerce funções públicas, sublinhando a importância de todos os dirigentes e trabalhadores municipais assumirem o compromisso de servir a comunidade e de defenderem os interesses do concelho.
Para Pedro Santana Lopes, estas cerimónias públicas «fazem todo o sentido», por permitirem que «todas e todos» se conheçam e reforcem os laços entre quem integra a estrutura municipal. O presidente da Câmara felicitou os dirigentes empossados, tanto os que trabalham na autarquia há várias décadas como os que chegaram mais recentemente, manifestando o desejo de que «por cá estejam por muito tempo».
O presidente da Câmara apelou a que todos vistam a «camisola da Câmara da Figueira da Foz», lembrando que o exercício de funções públicas implica uma responsabilidade acrescida perante os cidadãos.
«Que isso nunca esteja em causa, pois cada vez mais as pessoas precisam de nós, não haja dúvidas disso», afirmou.
O autarca salientou ainda que o serviço público deve ser encarado com consciência da sua importância para a sociedade.
«É bom termos a noção, lembrarmo-nos sempre que estamos em funções públicas, ao serviço da comunidade. Estar em funções públicas, apesar da remuneração não corresponder, é como assumir as funções mais altas no Estado», referiu, destacando a dimensão da responsabilidade assumida por quem trabalha na Administração Pública.

Polícia Municipal e novos espaços marcam nova fase
Pedro Santana Lopes aproveitou também a ocasião para dar conta das mudanças que se avizinham na organização dos serviços municipais, apontando a criação da Polícia Municipal e a disponibilização de novos espaços para os trabalhadores como etapas de uma nova fase na vida da autarquia.
Entre as novidades estão novos espaços destinados aos serviços municipais e a criação de uma área de refeição e convívio, numa perspetiva de melhoria das condições de trabalho e de reforço da integração das equipas.
«Novas fases se seguirão, com a integração das pessoas que vierem de fora e desse serviço — o concelho precisa muito da Polícia Municipal», afirmou, referindo-se à entrada de novos profissionais e à importância que atribui à implementação deste serviço no concelho.

Orçamento e protocolos com as freguesias em debate
O presidente da Câmara abordou igualmente o novo ciclo de gestão municipal, marcado pela negociação do próximo orçamento e pela necessidade de definir prioridades e compromissos.
Neste contexto, destacou a importância de assegurar o cumprimento dos protocolos estabelecidos com as juntas de freguesia, nomeadamente os que dizem respeito à gestão do espaço público. Admitiu, contudo, que o processo poderá gerar momentos de «fricção», perante as diferentes expectativas e reivindicações das entidades envolvidas.
Pedro Santana Lopes advertiu que o orçamento municipal não poderá traduzir-se numa simples soma de pretensões individuais, sublinhando que será necessário encontrar um equilíbrio entre as necessidades identificadas e as possibilidades de resposta da autarquia.
«O orçamento não pode ser o catálogo de reivindicações apresentadas por cada uma dessas entidades», vincou.

Executivo assume-se como equipa dos dirigentes
Dirigindo-se diretamente aos novos dirigentes, Pedro Santana Lopes reforçou a ideia de que o trabalho municipal deve assentar na cooperação entre os responsáveis políticos e os serviços, com um objetivo comum: responder às necessidades da população da Figueira da Foz.
«Nós [executivo municipal] somos a vossa equipa, enquanto cá estivermos e o povo assim decidir», afirmou.
A mensagem deixada pelo presidente da Câmara juntou, assim, o reconhecimento pelo percurso dos dirigentes empossados à exigência de compromisso, dedicação e sentido de missão. Num momento de mudanças na estrutura municipal, o autarca apelou a uma equipa unida, consciente de que vestir a camisola da Câmara significa, acima de tudo, assumir a responsabilidade de estar ao serviço da comunidade.

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