A CIM da Região de Coimbra adquiriu recentemente 50 sistemas de comunicação via satélite, destinados a reforçar as 27 corporações de bombeiros e os 19 serviços municipais de proteção civil deste território.
Paralelamente, foram também adquiridos 348 rádios SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.
A Região de Coimbra realizou hoje um exercício para testar, em ambiente operacional, a articulação entre os diferentes sistemas de comunicação, com o intuito de ter o dispositivo intermunicipal mais preparado para época de incêndios que se avizinha.
“Este exercício tem como objetivo testar em ambiente operacional a articulação entre os diferentes sistemas de comunicação, designadamente os sistemas via satélite, os rádios SIRESP e os restantes meios disponíveis”, destacou a presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, Helena Teodósio.
A Região Metropolitana de Coimbra realizou, esta manhã, um exercício de comunicações com os Serviços Municipais de Proteção Civil dos 19 municípios que compõem o território, em articulação com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra.
De acordo com a autarca, estes momentos de treino são fundamentais para garantir que as equipas conhecem bem os equipamentos e que os sabem utilizar em contexto real.
“Permite testar procedimentos, identificar constrangimentos, corrigir falhas, reforçar rotinas e consolidar a coordenação entre entidades antes de uma situação de emergência”, acrescentou.
Segundo Helena Teodósio, a experiência demonstra que, em Proteção Civil, a capacidade de resposta não depende apenas dos meios disponíveis, mas também “de preparação, de prática e da confiança operacional das equipas”.
“Por isso, este exercício representa mais um passo na consolidação de um dispositivo intermunicipal mais preparado, mais articulado e mais resiliente”, sustentou.
A CIM da Região de Coimbra adquiriu recentemente 50 sistemas de comunicação via satélite, destinados a reforçar as 27 corporações de bombeiros e os 19 serviços municipais de proteção civil deste território.
Paralelamente, foram também adquiridos 348 rádios SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), com o objetivo de “consolidar um canal intermunicipal de comunicação e emergência, envolvendo todos os municípios da Região”.
Estas aquisições representaram um investimento na ordem dos 600 mil euros, no âmbito da estratégia que a CIM da Região de Coimbra pretende implementar no horizonte 2030 e que totaliza 4,5 milhões de euros.
Para a presidente da CIM da Região de Coimbra, a importância deste investimento ficou evidente aquando da passagem da tempestade Kristin, porque permitiu que nenhum dos 19 municípios deste território tivesse ficado sem comunicações.
“Ao termos antecipado este tipo de cenário, pois todos os serviços municipais de proteção civil já tinham recebido o respetivo sistema Starlink, foi possível assegurar a continuidade das comunicações num contexto particularmente exigente”, esclareceu.
Também o 2.º comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, Nuno Seixas Pereira, indicou que aquando das tempestades “todos os serviços municipais de proteção civil ficaram com ligação ao modelo de Starlink”, garantindo as comunicações via satélite.
“Com este sistema há uma ligação ao satélite através da transmissão de dados totalmente independente do sistema tradicional e que permite a continuidade das comunicações na eventualidade de haver um incidente de maior gravidade”, explicou.
Durante a manhã foram testadas comunicações através da rede tradicional e simulada uma quebra, que levou a que os 19 municípios do território tivessem de se ligar através da rede Starlink (via satélite) para assegurar as comunicações.
Integram a CIM Região de Coimbra os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares, do distrito de Coimbra, Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).
Foto cedida por Notícias de Coimbra
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