123 jovens músicos sobem ao palco da Casa da Música e transformam um concerto numa experiência de vida

A Sala Suggia, da Casa da Música, no Porto, recebeu ontem (domingo) o concerto de encerramento da IX edição do Estágio da Orquestra Sinfónica e Coro Maria Fernanda Rovira (OMFR), reunindo em palco 123 alunos provenientes do Conservatório de Música David de Sousa (Figueira da Foz e Pombal), do Conservatório de Música de Caldas da Rainha e Bombarral e do Conservatório Regional de Coimbra.
“Perante uma sala de referência no panorama musical europeu, os jovens músicos interpretaram um programa de elevada exigência artística, atravessando diferentes épocas, estilos e linguagens musicais. Da força identitária de Finlândia, de Jean Sibelius, à profundidade expressiva da Sinfonia n.º 8 de Franz Schubert, passando por sonoridades contemporâneas inspiradas em diferentes culturas do mundo, o concerto demonstrou não apenas competência técnica, mas também maturidade artística, capacidade de trabalho coletivo e uma notável entrega emocional”, sublinha Cristina Loureiro.
Segundo a diretora pedagógica do Conservatório de Música David de Sousa, “um dos momentos mais marcantes do programa foi a interpretação de Sogno di Volare, de Christopher Tin. Mais do que uma obra musical, representa a visão que inspira diariamente este projecto educativo. Inspirada na célebre frase atribuída a Leonardo da Vinci - «Depois de teres experimentado voar, caminharás para sempre com os olhos voltados para o céu» -, esta composição simboliza a convicção de que o Ensino Artístico Especializado desperta nos jovens capacidades e sonhos que ficam para a vida”.
Projetos como a Orquestra Sinfónica e Coro Maria Fernanda Rovira, salienta, “constroem memórias que permanecerão ao longo da vida. Anos mais tarde, muitos destes jovens poderão recordarão a emoção de subir ao palco da emblemática Casa da Música, o silêncio que antecedeu o primeiro acorde, o sentimento de pertença a uma grande equipa e a certeza de terem participado numa experiência que os transformou. Num tempo em que a educação é frequentemente medida por indicadores quantitativos, iniciativas desta natureza recordam-nos que existem aprendizagens impossíveis de traduzir em números: a coragem, a resiliência, a responsabilidade, a sensibilidade artística e a capacidade de construir algo maior do que cada indivíduo”.
A organização destaca ainda o empenho de todos os alunos, professores, maestros, colaboradores e famílias, cujo compromisso tornou possível a concretização desta nona edição da OMFR.
No final do concerto, a equipa de produção da Casa da Música dirigiu uma palavra de especial reconhecimento à organização, afirmando que, desde o primeiro contacto, percebeu que estava perante uma estrutura séria, rigorosa e robusta. Destacou ainda o elevado profissionalismo demonstrado ao longo de todo o processo de preparação, considerando tratar-se de uma das equipas escolares mais organizada e profissional que alguma vez recebeu.
O concerto contou ainda com um momento de especial destaque protagonizado pela aluna Luz Soares, de apenas 12 anos, natural da Figueira da Foz, que assumiu o papel de solista numa das obras do programa.

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