Uma retrospetiva integral do cineasta austríaco Michael Haneke, em setembro, vai levar a cinemas de várias cidades filmes que nunca tiveram estreia comercial em Portugal, anunciaram hoje a Leopardo e a Medeia Filmes.
Segundo comunicado conjunto, a retrospetiva vai iniciar-se em 17 de setembro no Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, e no Teatro do Campo Alegre, no Porto, seguindo-se o Theatro Circo, em Braga, o Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, o Centro de Artes e Espetáculos, na Figueira da Foz, e o Auditório Charlot, em Setúbal.
“A retrospetiva permitirá redescobrir no grande ecrã vários dos títulos fundamentais da sua obra e apresentar filmes até agora inéditos comercialmente em Portugal, como ‘O Sétimo Continente’ (1989), a sua primeira longa-metragem; ‘Benny’s Video’ (1992), e ‘71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso’ (1994), que compõem a chamada ‘Trilogia da Glaciação’, que examina a sociedade moderna e estabeleceu logo as bases da sua linguagem cinematográfica”, pode ler-se no comunicado.
O texto chama a atenção para a exibição dos filmes de Haneke para televisão, “como ‘Drei Wege zum See’ (1976); ‘Lemingues, Parte 1 – A Arcádia’ e ‘Lemingues, Parte 2 – As Feridas’ (1979); ‘Die Rebellion’ (1993) e ‘O Castelo’ (1997), a partir da obra homónima de Franz Kafka”.
Nascido em março de 1942 em Munique, na Alemanha, filho de um encenador alemão e de uma atriz austríaca, Haneke é uma das figuras de topo do cinema europeu dos últimos 50 anos, como recorda a sua entrada na Enciclopédia Britânica.
Nomeado para dois Óscares (de Melhor Realização e Melhor Argumento Original, ambas em 2013 por “Amor”), Haneke tem uma extensa lista de prémios conquistados, com destaque para os obtidos em Cannes: Palma de Ouro em 2009 com “O Laço Branco” e de novo em 2012 com “Amor”, Melhor Realizador em 2005 com “Nada a Esconder” e Grande Prémio do Júri em 2001 com “A Pianista”.
Como recordam a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, Haneke é dono de uma “obra magistral e profundamente atual, que continua a confrontar o espectador com a forma como olha para a violência, a comunicação e a família”.
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