Há gestos que transformam o percurso de um clube e a vida desportiva de quem dá os primeiros passos nas águas do Rio Mondego. No passado mês de maio, a Associação Desportiva Naval Remo (ADNR) recebeu uma doação por parte de Joaquim Parente. Figura com uma ligação histórica ao clube, onde desempenhou durante vários anos as funções de vice-presidente da Associação Naval 1.º de Maio –, ofereceu uma embarcação de remo especificamente concebida para os escalões de iniciação. O desfecho dessa generosidade não tardou a fazer história: poucas semanas depois, o novo barco sagrou-se campeão nacional nas mãos da jovem Lúcia Camejo.
A atleta, que cumpre apenas o seu primeiro ano na modalidade de remo, vinha a dar excelentes indicações ao longo da temporada no escalão sub-11. Em provas anteriores, como na Taça Mestre de Avis, no Alentejo, Lúcia Camejo havia conquistado lugares de relevo no pódio (2.º e 3.º lugares). Contudo, a transição para o novo barco doado por Joaquim Parente – uma embarcação moderna, mais leve e perfeitamente ajustada à sua idade e biometria – foi o fator crucial para o salto competitivo.
No final de junho, no Encontro Nacional de Remo Jovem disputado no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho, a jovem remadora cruzou a linha de meta em 1.º lugar na final A de 1x sub-11 feminino, alcançando o título máximo com a embarcação que havia chegado recentemente ao clube.
Esta semana, o Posto Náutico da Naval Remo viveu um momento de especial simbolismo e emoção. Joaquim Parente visitou as instalações do clube para conhecer pessoalmente a jovem campeã nacional, conversar com ela e assistir a um treino na água.
A visita ganhou uma dimensão ainda mais calorosa pelo facto de o mecenas se ter feito acompanhar pela filha e pela neta, cruzando três gerações da sua família com a energia contagiante da formação navalista. Durante o encontro, Joaquim Parente viu de perto o sorriso de quem encontrou na modalidade uma paixão.
Para a Associação Desportiva Naval Remo, «este momento espelha o papel fundamental que a comunidade e os amigos do clube desempenham no apoio ao desporto jovem. O investimento em material de formação não representa apenas a compra de barcos, mas sim a criação de oportunidades reais para que as crianças e jovens da Figueira da Foz possam evoluir e sonhar mais alto».
A direção da ADNR, a equipa técnica e a atleta Lúcia Camejo reiteram o agradecimento a Joaquim Parente «pelo gesto nobre e pela amizade dedicada ao clube», sublinhando que «esta medalha de ouro continuará a ser, para sempre, uma vitória partilhada».
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