Como evitar os erros mais comuns ao pedir um crédito pessoal

Pedir um crédito pessoal é, muitas vezes, o primeiro passo para concretizar planos importantes: uma remodelação, uma viagem adiada há anos ou até uma necessidade urgente.
Mas, como qualquer decisão financeira, exige atenção. Há erros que parecem pequenos, mas que podem ter um impacto gigantesco na sua carteira… e no seu futuro.
Se está a considerar esta solução, este guia é para si: reunimos os deslizes mais frequentes e mostramos-lhe como evitá-los, de forma clara e sem rodeios.

1. Dizer sim à primeira proposta
Quando se trata de crédito pessoal, a pressa é inimiga da carteira. Muitas pessoas aceitam a primeira proposta que recebem por hábito, por confiança ou simplesmente por quererem resolver tudo rapidamente.
Mas comparar é essencial. Pequenas diferenças na TAN ou no prazo podem representar dezenas (ou até centenas) de euros no total a pagar.
Felizmente, hoje em dia há simuladores que ajudam a perceber o impacto real de cada proposta. Utilize-os. Pergunte. Analise. É o seu dinheiro.

2. Olhar só para a prestação e ignorar o resto
É fácil focarmo-nos apenas no valor da prestação mensal. Afinal, é esse o número que entra nas contas do mês.
Mas o que realmente interessa é o custo total do crédito, a famosa TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global). Porquê? Porque a TAEG inclui todos os custos associados ao crédito, como comissões, seguros e outros encargos.
Uma prestação mensal mais baixa pode parecer mais acessível, mas se o prazo for demasiado longo, pode acabar por pagar muito mais do que inicialmente imaginou.
Vale a pena fazer as contas até ao fim para perceber o impacto real do crédito no seu orçamento.

3. Pedir mais do que precisa
Às vezes, por “precaução”, acabamos por pedir um valor mais alto do que realmente precisamos. Embora pareça uma almofada de conforto, pode rapidamente transformar-se num fardo.
Quanto maior for o montante, maior será o encargo mensal, ou mais longo será o prazo para o pagar. E não é só isso: ao contrair um valor desajustado à sua realidade, aumenta também o risco de entrar num ciclo de endividamento que pode ser difícil de travar.
É aqui que vale a pena optar por soluções que oferecem flexibilidade e transparência.
Por exemplo, o crédito pessoal do UNIBANCO permite-lhe escolher exatamente o montante que precisa – entre 5 mil e 75 mil euros – e definir um prazo ajustado à sua capacidade, de 24 a 84 meses. Tudo isto com uma taxa e mensalidades fixas, para que saiba sempre com o que contar.

4. Esquecer a taxa de esforço
Outro erro comum é não calcular a taxa de esforço, ou seja, a percentagem dos seus rendimentos que vai estar comprometida com créditos.
Se ultrapassar os 30-35%, o risco de incumprimento cresce e o seu bem-estar financeiro começa a ressentir-se.
Antes de pedir um novo crédito, faça esse cálculo com honestidade. Ver quanto espaço realmente tem no orçamento é meio caminho andado para evitar dores de cabeça mais à frente.

5. Não ler (mesmo!) o contrato
Um clássico. A maioria das pessoas assina sem ler tudo, confiando apenas no resumo ou no que foi dito verbalmente.
Mas no contrato está tudo: prazos, comissões, penalizações em caso de atraso, seguros incluídos… tudo aquilo que pode fazer a diferença entre um crédito leve e um pesadelo burocrático.
Ler com atenção é proteger-se.

6. Não ter um plano B
A vida muda. O trabalho muda. A saúde também. Ter um plano de contingência, como um fundo de emergência, pode ser a chave para garantir que não falha um pagamento em caso de imprevistos.
Mesmo que o seu orçamento esteja apertado, tente guardar uma pequena quantia todos os meses. É uma forma de garantir que o crédito pessoal continua a ser uma ajuda, e não um problema.

7. Desvalorizar o seu histórico de crédito
Muitas pessoas não sabem, mas o seu histórico conta. E muito.
Ter pagamentos em atraso ou incumprimentos passados pode dificultar a aprovação de um novo crédito, ou fazer com que as condições oferecidas sejam menos favoráveis.
Se quer melhorar esse histórico, comece por pagar sempre a tempo e controlar o número de créditos em simultâneo.

Conclusão
O crédito pessoal pode ser uma ferramenta útil, prática e adaptada às suas necessidades. Mas, como qualquer ferramenta, é importantíssimo saber utilizá-la com responsabilidade.
Evite decisões precipitadas, informe-se, leia tudo com atenção e, acima de tudo, avalie se este passo está de acordo com os seus objetivos e possibilidades.
Porque no final do dia, o que queremos é viver com mais tranquilidade e menos peso às costas. E isso começa com escolhas financeiras mais inteligentes.

(Imagem gerada por IA)

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