Coro das Mulheres do Bairro: um projeto agregador e inclusivo que chega à Figueira da Foz

Sob a direção musical de Vânia Couto, está a ser preparada a criação do Coro das Mulheres do Bairro, um projeto direcionado a todo o público feminino do Município da Figueira da Foz e arredores. Sem quaisquer restrições de idade, cultura, língua, religião ou necessidades específicas, o projeto convida todas as mulheres que gostam de cantar a juntarem-se a este movimento, independentemente de terem ou não experiência musical prévia.
O projeto nasce da Associação Catrapum e Produtora Mais Cultura, que conquistaram o apoio na candidatura da Direção-Geral das Artes (DGARTES) – Programa «Artes e Periferias Urbanas 2026».
Os ensaios semanais terão lugar no Lavadouro de Buarcos, apoiado pela Junta de Freguesia de Buarcos, tendo a Goltz de Carvalho como parceira principal.

É também neste espaço que irão decorrer as primeiras ações, nomeadamente:
Dia 14 de setembro | 18h00
1ª convocatória - Sessão de Canto comunitário

Dia 15 de setembro | 20h00
2.ª convocatório - Sessão de Cante Alentejano

Dia 17 de setembro | 19h00
workshop de Canto e Toque de Adufe

As inscrições são totalmente gratuitas e podem ser formalizadas durante o mês de setembro através do e-mail todaagentesabecantar@gmail.com (indicando o primeiro e último nome e o contacto telefónico), bastando depois comparecer numa das ações.
Os ensaios regulares e semanais arrancam em outubro, oficializando-se o nascimento do Coro das Mulheres do Bairro com um ensaio com canto, festa e convívio no final.

Um legado de emancipação pelo canto feminino
O Coro das Mulheres do Bairro surge no seguimento do sólido trabalho desenvolvido por Vânia Couto (voz de projetos de referência como Pensão Flor e Macadame) que, nos últimos quatro anos, se tem dedicado à criação e regência de coros femininos comunitários de música popular.
O percurso inclui a fundação do Coro das Mulheres da Fábrica, o Coro das Mulheres da Ilha (criado em São Miguel, Açores, no âmbito da Ponta Delgada - Capital Portuguesa da Cultura 2026), estando já prevista a expansão do conceito para a Região Autónoma da Madeira em 2027
O impacto deste modelo reflete-se na conquista de palcos de relevo nacional, somando participações e espetáculos singulares com artistas como Cátia Mazari Oliveira (A Garota Não), Sérgio Godinho, Crua e Joana Espadinha, além de atuações no Festival Bons Sons, performances com Mónica Calle e no Festival Ocupar a Veiga (Valezim).
Este projeto é viabilizado por uma rede de parcerias estratégicas. Destaca-se o envolvimento do Movimento Nacional Primavera de Coros (fundado por Matilde Simões, que assume também a produção executiva), o apoio e co-mediação cultural da Goltz de Carvalho, Feminismo para Todos, a Associação Novo Olhar, ADMS (Associação de Desenvolvimento Mais SURF do Cabedelo), Aurora Desperta (Cooperativa da Figueira da Foz), o projecto da Música Portuguesa a Gostar dela Própria, Associação Coro das Mulheres da Fábrica, Activar Lousã e a Casa do Sal da Figueira da Foz.

Associação Catrapum (Catrapum Catrapeia)
Fundada formalmente em 2013, a Catrapum Catrapeia – Associação Cultural conta com mais de uma década de atividade por todo o país, sediada em Penela.
Liderada por profissionais da mediação artística como Juliana Marcondes e Vânia Couto, especializou-se em espetáculos interativos e oficinas pedagógicas para a primeira infância, famílias e população sénior. O seu percurso destaca-se pela utilização de linguagens artísticas e tradicionais, bem como a realização de projetos de intervenção social pela arte para comunidades, como o Festival Género o Centro - Festival de Artes sobre Igualdade de Género para crianças e Jovens, A Caravana Salatina - Espectáculo itinerante - A Alta antes e depois de Salazar ou “Fado de Coimbra na Voz da Mulher”, “Projecto Koi - Autismo e Arte, entre outros.

Mais Cultura
Estabelecida formalmente a 30 de abril de 2025, sob a liderança de Raphaela Gonçalves, a Associação Mais Cultura nasceu da vontade de um grupo de cidadãos, ativistas cívicos e profissionais locais em dinamizar o pensamento crítico regional.
A associação assume como missão central a descentralização das ações artísticas para lá dos eixos turísticos tradicionais, transformando a prática cultural numa plataforma ativa de cidadania, direitos humanos e debate público, cruzando as artes visuais, o cinema documental e as conferências.

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