Noite Europeia dos Investigadores aproxima cidadãos da ciência, património e ambiente

O Núcleo Museológico do Mar (NMM), em Buarcos, acolhe, no próximo dia 25 de setembro, entre as 21h00 e as 23h30, a Noite Europeia dos Investigadores (NEI 2026). A iniciativa, que tem como objetivo aproximar a ciência da comunidade, transforma, por uma noite, o NMM num espaço de descoberta e partilha de conhecimento, de ligação entre a investigação científica e a realidade que nos rodeia.
Através de um programa de atividades diversificado, gratuito, dirigido a diferentes públicos parceiras, a NEI convida a comunidade a olhar de forma diferente para o mar, para o estuário do Mondego, para a biodiversidade e o património local. Esta será uma oportunidade para conhecer projetos, experiências e áreas de investigação relacionadas com o território figueirense.
A programação abre com «Mondego, uma maré de vida», uma exposição de fotografia de Afonso Bernardo, com a colaboração de Leonardo Romagnoli e Manuel Vieira, dedicada à relação com o rio e à riqueza do território envolvente.
«Maré de Descobertas: conhecer e preservar as poças de maré da Praia da Tamargueira/Praia de Buarcos», dinamizada por Daniela Fonseca, técnica municipal, propõe uma abordagem de proximidade a estes ecossistemas costeiros e à importância do seu conhecimento e preservação.
Jael Palhas propõe «As Charcas de Noé», uma atividade dedicada ao conhecimento de um projeto de conservação in situ e ex situ de plantas aquáticas e ao controlo de espécies invasoras aquáticas. A iniciativa conta com a participação do Center for Functional Ecology (CFE) – Science for the People and the Planet e da KEEP – Knowledge for Peace, the People and the Planet Association.
O programa inclui ainda «Papel (do) Salgado», atividade dinamizada pelo técnico municipal Carlos Batista e por Jael Palhas, que explora a relação entre a atividade humana, o património e os ecossistemas do Mondego, destacando a biodiversidade do estuário e a importância da atividade salineira tradicional. A iniciativa conta com a colaboração do LIFE RestoreSeaGrass, CCMAR, CFE, Sociedade Portuguesa de Botânica e Museu Municipal Santos Rocha.
O património arqueológico associado ao mar e ao Mondego estará presente em «Sob as águas do Mondego e do Oceano: arqueologia náutica e subaquática», dinamizada pelo técnico municipal Marco Penajoia, proporcionando uma perspetiva sobre o património que permanece submerso e sobre o trabalho de investigação desenvolvido nesta área.
A programação inclui ainda «O sabor da rocha – a água que bebemos», por Ana Rola, da Unidade de Investigação e Desenvolvimento da Universidade de Coimbra/CITEUC – Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra, numa abordagem dedicada à água enquanto recurso essencial e objeto de conhecimento científico.
A dimensão ambiental e a participação dos cidadãos ganha particular expressão na atividade «A Viagem dos Resíduos e Guardiões da Costa», que desafia à descoberta de formas de proteger o estuário do Mondego, reduzir a poluição e contribuir para uma costa mais resiliente, através do conhecimento dos ecossistemas e de soluções baseadas na natureza. A proposta, que combina aprendizagem e jogo, é dinamizada pelo CI.CMAC / Divisão de Ciência e Inovação, Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

 

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