O pulo do gato

2017 poderá ser um ano de viragem no concelho da Figueira da Foz.
2017 TEM QUE SER um ano de viragem.
2017 tem que ser o início do “pulo do gato”, um jargão que usamos em consultoria quando queremos referenciar um crescimento rápido depois de aplicada uma estratégia ponderada alicerçada por uma visão realista e diferenciadora.

Como já referi num texto anterior, nestas eleições não se vai decidir apenas quem vai ser o próximo Presidente da Câmara da Figueira da Foz. Cada voto irá decidir como é que iremos enfrentar o futuro e que concelho queremos deixar às próximas gerações. É bom que se pense um pouco nisso.
Já se hipotecou demais.
Bastava olhar para os concelhos limítrofes e aprender. Bastava isso, no mínimo!

O saudosismo não nos vai resolver absolutamente problema algum.
A Figueira da Foz do “antigamente” ficou lá mesmo. Imortalizada em algumas largas centenas, senão milhares, de registos fotográficos de época.
Já nem interessa o buraco na estrada X ou as ervas no muro do Sr. Y, ou mesmo se a praia tem 10 ou 12 mesas de pedra.
Agora já não.
Não nos esqueceremos do que (não) foi feito, mas tudo isso já faz parte do passado.
As críticas ao que se fez não passarão disso mesmo.
Já estão feitas. A obra (bem ou mal) e as críticas (com ou sem razão, sempre consoante os pontos de vista).
Alguém fez, por um lado o que eventualmente podia ter feito melhor e/ou diferente, e alguém deixou que se fizesse, por outro.
É que há os eleitos e há quem os elege e acreditou neles.
As culpas não morrem sozinhas.
Ou pelo menos, não deviam!

Mas não são tempos de diabolizar quem quer que seja nem tampouco de “caça às bruxas”.
Vamos deixar o passado onde ele está e aprender com ele.
Todos sabemos do que é que o concelho necessita.
Todos sabemos que o que está “mal” é precisamente o que “não foi feito”.

A questão que se coloca em 2017 é: queremos continuar a saber, ou apostamos numa mudança tranquila?

Analisem-se as candidaturas e as capacidades das equipas dos candidatos (TODAS) e de consciência se vote naquela que mais garantias der de promover uma visão estratégica que, transversalmente, resolva ou se proponha a resolver os principais problemas do concelho.


Enumero apenas alguns:

Elevada taxa de desemprego;
Fraca captação de investimento;
Fraca dinamização de um ecossistema empreendedor;
Quase inexistente trabalho de criação/manutenção de um “top of mind” da marca “Figueira da Foz”, com o consequente ‘‘cross-selling’ dos pontos fortes e oportunidades do concelho;
Fraca capacidade de mobilização da sociedade em torno de um projecto agregador

Analise-se os RETORNOS de cada “promessa” e/ou de cada proposta”.
Afinal o que conta é sempre a “última linha”.

É certo que cada cabeça, cada sentença, mas todos sabemos que, afinal, precisamos mesmo de mudar.

Todos sabemos... menos o gato!

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