O antigo construtor de caiaques Rui Fonseca, da Figueira da Foz, disponibilizou hoje às autoridades os caiaques que tem armazenados para serem usados na recuperação de bens e pessoas.
“Tenho uma série de caiaques em plástico ‘sit on top’, autoesvaziantes, insubmersíveis, com cerca de quatro metros, com capacidade para duas pessoas e alguns com capacidade de carga”, disse à agência Lusa Rui Fonseca.
O antigo construtor destas embarcações, acrescentou que “esses caiaques estão disponíveis para emprestar, somente, às pessoas conhecidas e autoridades, por uma questão de responsabilização” do material emprestado.
A ideia de ceder surgiu de uma experiência que vivenciou, “ali por 2001, aquando de umas cheias em Ereira”, no concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.
“Vi situações que facilmente seriam resolvidas com caiaques, porque transportam pessoas e materiais e, a pensar nisso, resolvi disponibilizar os que tenho guardados”, referiu Rui Fonseca, da RPF Composites, na Figueira da Foz.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de hoje para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
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