Autarquia admite estender utilização do Municipal Bento Pessoa a outros clubes

O conhecido estado de degradação do Estádio Municipal José Bento Pessoa foi esta tarde motivo de discussão em reunião de Câmara.
“O que ali está não é bonito (…). A Naval não é a responsável por o estádio estar assim. Se eu não pagar a renda, o senhorio chama-me e diz que temos de encontrar outra solução. Os senhores não se entendem com a Naval, a Naval não tem condições para manter o estádio que se vai degradando. E nós actuamos quando?”, disse Miguel Almeida.
Segundo o vereador da oposição social-democrata, “ao que sei, havia grande procura pelo campo, temos de encontrar uma solução, não podemos é ir deixando aquilo degradar-se. Não podemos prejudicar a Naval, pelo contrário, temos de tentar ajudar nos problemas que tem, mas a Câmara tem de permitir que outros clubes ali joguem, se não vamos ser confrontados com a solução do encerramento de estádio”.

Em resposta, João Ataíde reconheceu a falta de manutenção do equipamento, sublinhando que “foi feito um acordo que pudesse manter minimamente as estruturas, temos estado a acompanhar a situação, mas a evolução não é nada boa. Mantemo-nos mais ou menos em contacto com a Naval, gostaríamos que tivesse corrido bem, que o clube tivesse bons resultados desportivos, sobreviver e manter as estruturas. Mas numa solução limite, poderemos vir a ter de tomar conta do espaço”.
Contudo, adiantou o presidente da Câmara, “não temos grandes disponibilidades para assumir e fazer a intervenção de fundo que o espaço merece. A exigência de manutenção é enorme e nós infelizmente não temos meios financeiros, não está no plano das nossas prioridades”.
Invocando a política de apoio desportivo, o edil recordou o investimento de 700 mil euros no campo sintético e a intervenção em curso na Praia da Leirosa.
“Tomara eu ter 500 mil euros para investir. Mas não tenho orçamento, nem possibilidade, para inscrever 500 ou 600 mil euros, a menos que nos digam para não fazer mais pavimentos ou escolas ou que se troque isto por aquilo”, completou o autarca.

Miguel Almeida defendeu, perante as explicações, que “deve envolver-se (na solução) mais clubes que queiram utilizar o espaço, mas a Câmara não pode deixar de ter responsabilidades no único espaço municipal que tem”.
“Venham eles nas mesmas condições. Desde que mantenham o espaço, estamos abertos (a sugestões)”, concluiu João Ataíde.
Carlos Monteiro, vereador do pelouro do Desporto, aproveitou para afirmar que “estamos a dar resposta à formação, quer da Chã, Ginásio ou escolas da Naval. Mas a verdade é que não há mais ninguém, além da Chã, a querer jogar no estádio, de futebol de onze. A Costa de Lavos pontualmente pediu para jogar”.

Foto: Google Maps

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