Réplica da Nau Victoria de Fernão de Magalhães convida a «visitar» primeira volta ao mundo

A Nau «Victoria», réplica do navio histórico que protagonizou a primeira volta ao mundo, visita pela primeira vez a Marina da Figueira da Foz, dias 7 e 8 de novembro, onde atracará no âmbito do seu novo itinerário de divulgação histórica.
A sua chegada fará da Figueira da Foz um dos primeiros portos portugueses a ser visitado pela embarcação, após a sua grande digressão europeia, durante a qual visitou mais de 30 cidades no Reino Unido, na Alemanha, nos Países Baixos e em França.
Durante a sua estadia, a nau abrirá os seus conveses a visitantes de todas as idades, permitindo-lhes percorrer o seu interior, conhecer como era a vida durante a primeira volta ao mundo e descobrir os pormenores da maior proeza náutica de sempre. Uma experiência cultural e educativa única que transporta o visitante para a época dos grandes navegadores.
A visita decorrerá com horário ininterrupto das 10h00 às 19h00. Atualmente e apenas até ao dia 6 de outubro, todas as pessoas que comprarem o seu bilhete antecipadamente exclusivamente online terão uma promoção especial.
As escolas e associações dispõem de um programa especial de visitas guiadas, que terão de ser marcadas por e-mail ecampos@fundacionnaovictoria.org.

INfo: https://www.fundacionnaovictoria.org/ 

Promoção online
Adultos: 6€
Crianças (5 a 10 anos): 3€
Famílias (2 adultos + até 3 crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos): 15€
Gratuito para crianças com menos de 5 anos, que devem estar acompanhadas por um adulto).

Bilhetes a bordo
Adultos: 8€
Crianças (5-10 anos): 4€
Famílias (2 adultos + até 3 crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos): 20€

Nau Victoria
A Nau Victoria é o navio de Fernão de Magalhães. O seu nome está associado à maior aventura da história da navegação: a primeira volta ao mundo no século XVI (1519–1522).
A 8 de setembro de 1522, dezoito homens, sob o comando de Juan Sebastián Elcano e a bordo da Nau Victoria, alcançaram o maior marco da história da navegação. Após mais de três anos de sofrimento e provações no mar, estes homens foram os primeiros a atravessar os grandes oceanos e a dar a conhecer a dimensão real da Terra.

«Armada da Especiaria»
A expedição era composta por 5 navios e 243 tripulantes que, sob o comando de Fernão de Magalhães, partiram de Sevilha (Espanha) a 10 de agosto de 1519.
Conhecida como a Armada da Especiaria, foi financiada pela Coroa espanhola com o objetivo de abrir uma rota que, navegando para ocidente, conseguisse alcançar as ilhas das especiarias: as Molucas (na atual Indonésia).
Durante três anos, a expedição cruzou três oceanos, chegou ao Brasil, ao Uruguai e à Argentina para, finalmente, descobrir o Estreito de Magalhães.
Atravessou o vasto Oceano Pacífico, descobrindo ilhas e arquipélagos e chegando, por fim, às Filipinas e às Molucas. A partir da Indonésia, a Nau Victoria, o único navio sobrevivente da expedição, iniciou a sua viagem de regresso comandada por Juan Sebastián Elcano.
Atravessou o Oceano Índico, dobrou o Cabo da Boa Esperança, contornou o continente africano e navegou rumo a Espanha.
Finalmente, a 8 de setembro de 1522, dezoito homens chegaram a Sevilha, alcançando a maior proeza de todos os tempos na história da navegação: a Primeira Volta ao Mundo.

A réplica da Nau Victoria
Construída para a Exposição Universal de Sevilha (1992), o seu porto de origem, a Nau Victoria é a única réplica do navio original que, até à data, completou uma circum-navegação.
A construção teve início em março de 1991 em Isla Cristina (Huelva, Espanha). O seu desenhador e construtor foi Ignacio Fernández Vial que, após um minucioso estudo histórico, traçou fielmente as suas formas e pormenores.
Durante oito meses, carpinteiros de ribeira e engenheiros trabalharam na sua construção seguindo o mais rigoroso critério histórico. Uma vez concluída, a Nau Victoria permaneceu exposta ao público durante a Exposição Universal de Sevilha em 1992, juntamente com as réplicas da Nau Santa Maria e das caravelas Pinta e Niña, as embarcações de Cristóvão Colombo.
Mais de 3 milhões de pessoas visitaram estes navios repletos de história. Após a Exposição Universal, a Nau Victoria esteve exposta ao público em doca seca, fora de água, junto ao Pavilhão da Navegação, permitindo admirar toda a sua estructura.

A Volta ao Mundo (2004–2006)
Em 2003, foi apresentado o projeto da «volta ao mundo da Nau Victoria» à Sociedade Nacional de Gestão de Ativos (AGESA) e à Sociedade Estatal para Exposições Internacionais (SEEI). Ambas as instituições apoiaram esta iniciativa com grande entusiasmo. Os trabalhos de restauro e de adaptação para a navegação começaram de imediato.
Em 2004, a réplica da Nau Victoria reproduziu o feito da primeira volta ao mundo, com o intuito de divulgar a maior façanha marítima de todos os tempos, protagonizada por marinheiros espanhóis.
A réplica da Nau Victoria partiu de Sevilha com uma tripulação de 20 homens e, de 2004 a 2006, percorreu 26 894 milhas náuticas, visitou 17 países em 5 continentes e tornou-se a primeira réplica de um navio a completar uma volta ao mundo.

Embaixadora da Primeira Volta ao Mundo
Após a extraordinária aventura da volta ao mundo de 2004–2006 e adotando o nome do navio, constituiu-se no ano de 2006 a Fundação Nao Victoria, entidade sem fins lucrativos, com o objetivo de continuar a divulgar a Primeira Volta ao Mundo e a história marítima espanhola através desta réplica histórica única e excecional.
Desde então e com estes propósitos, a Nau Victoria tem sido gerida pela referida fundação, realizando projetos próprios por todo o mundo e participando em eventos nacionais e internacionais de grande projeção.
Embaixadora da Primeira Volta ao Mundo, símbolo da história marítima espanhola, museu flutuante e navio-escola, nos últimos treze anos a Nau Victoria soma milhares de milhas navegadas, visitou os principais portos de toda a Espanha, da Europa e dos EUA, e conta com mais de 6 milhões de visitantes.

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