O PS Figueira da Foz vem agora falar de habitação e de “coerência” a propósito da antiga Casa da Saúde, como se tivesse autoridade para dar lições sobre política habitacional.
Durante mais de 30 anos de governação socialista na Figueira da Foz, onde está a grande política municipal de habitação social, habitação a custos controlados ou habitação pública?
É que falar é fácil. Construir é outra coisa.
Olhemos para o que foi feito.
Nos Executivos do Eng.º Duarte Silva e, sobretudo, do Dr. Pedro Santana Lopes, foram construídos e disponibilizados importantes conjuntos de habitação social, como:
• Leirosa
• Gala/Sidney
• Vila Robim
E olhemos agora para aquilo que está a acontecer.
No atual Executivo estão concluídas ou em curso intervenções de habitação pública em:
• Torres da Figueira – Blocos 1 e 2
• Torres da Figueira – Blocos 3 e 4
• Rua dos Combatentes da Grande Guerra
• Várzea
• Rua José da Silva Fonseca
• Rua da República
• Rua 10 de Agosto
• Rua dos Bombeiros Voluntários
• Antigo Hotel Hispânia
• Rua da Esperança
• Rua das Galinheiras
• Rua de Angola
• Quinta das Recolhidas
• Bloco das Viúvas
• Bairro do Padre Américo
Esta é a diferença.
Uns fazem comunicados sobre habitação.
Outros fazem habitação.
E agora vamos à Casa da Saúde.
A aquisição daquele imóvel foi feita com uma determinada estratégia e com uma determinada perspetiva sobre a sua possível utilização. Entretanto, o Município reavaliou o património, os custos, as necessidades e as alternativas de investimento.
Isso chama-se gestão.
O que seria irresponsável era ficar agarrado a uma decisão tomada anteriormente apenas para sustentar uma narrativa política, mesmo quando a avaliação posterior demonstra que podem existir soluções mais eficientes para o interesse municipal.
O PS parece querer transformar a antiga Casa da Saúde no centro da política habitacional do Município.
Não é.
A política habitacional mede-se pelo número de habitações que se recuperam, constroem e disponibilizam às pessoas.
E aí a comparação é bastante simples.
Enquanto o PS governou a Figueira da Foz durante décadas sem criar qualquer habitação pública, este Executivo está a recuperar e a construir habitação pública em vários locais.
Essa é a diferença entre anunciar intenções e apresentar resultados.
E há ainda outra coisa que convém esclarecer.
Apesar de o Presidente da Câmara ter competência para alienar um imóvel daquele valor, optou-se por levar o processo a hasta pública e submetê-lo à discussão em reunião de Câmara.
Não houve venda direta.
Existe um procedimento público, transparente e concorrencial.
Mais transparência do que isto é difícil.
Portanto, antes de o PS vir dar lições sobre transparência, coerência e habitação, talvez fosse conveniente olhar primeiro para o seu próprio passado.
Ou seja: ZERO.
Um Partido Socialista com 33 anos de poder na Figueira da Foz. ZERO.
É esta a memória que agora convém ter quando se pretende dar lições sobre habitação.
Porque os Figueirenses sabem distinguir muito bem entre quem fala de habitação e quem efetivamente a faz.
Uns fazem comunicados. Nós fazemos habitação.
João Martins - Vereador do Urbanismo e do Património
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